Acidente com Elevador da Glória deixa ao menos 16 mortos em Lisboa
Ao menos 16 pessoas morreram após o descarrilamento do Elevador da Glória, tradicional bondinho de Lisboa, ocorrido na quarta-feira (3/9), segundo os serviços de emergência portugueses.
O primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, classificou o episódio como “uma das maiores tragédias humanas da nossa história recente”. Além das vítimas fatais, cinco pessoas permanecem em estado crítico e mais de 20 ficaram feridas.
Brasileiros entre as vítimas?
A informação foi confirmada pelo cônsul-geral do Brasil em Lisboa, Alessandro Warley Candeas. O Itamaraty manifestou solidariedade ao governo e ao povo português.
Como ocorreu o acidente
O acidente aconteceu às 18h15 (horário local), próximo à Avenida da Liberdade. Testemunhas afirmam que o bonde descia a ladeira íngreme em alta velocidade antes de perder o controle.
Outra testemunha relatou que o veículo estava “descontrolado, sem freios”, provocando pânico entre pedestres.
O histórico Ascensor da Glória
Inaugurado em 1885, o oficialmente chamado Ascensor da Glória liga a Praça dos Restauradores ao Bairro Alto. O percurso de 275 metros é realizado em cerca de três minutos.
Operado pela empresa municipal Carris, o sistema utiliza desde 1914 um mecanismo de contrapeso por cabo, atualmente elétrico.
Possíveis causas sob investigação
Ainda não há confirmação oficial sobre as causas do acidente. A imprensa portuguesa aponta para o possível rompimento de um cabo de segurança responsável pelo sistema de contrapeso.
As autoridades suspenderam temporariamente outros elevadores históricos da cidade — Bica, Lavra e Santa Justa — para inspeções imediatas.
Quem são as vítimas?
Entre os mortos estão cidadãos portugueses e estrangeiros. Um funcionário da Carris, operador do sistema de freios, foi identificado como uma das vítimas.
A imprensa também noticiou o envolvimento de uma família alemã. O pai teria morrido no local, a mãe permanece em estado crítico e a criança de três anos sofreu apenas ferimentos leves.
Repercussão internacional
O presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, declarou esperar que as investigações esclareçam rapidamente as causas do incidente.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, manifestou pesar nas redes sociais e solidariedade às famílias das vítimas.
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