Quando entrou em campo ao minuto 77 do clássico entre FC Porto e Benfica, Terem Moffi não levou apenas energia ofensiva para a equipa portista. O avançado transportava também um pequeno papel com instruções escritas pelo treinador italiano Francesco Farioli.
O documento passou rapidamente de mão em mão entre os jogadores dentro de campo até chegar ao guarda-redes Diogo Costa. Para evitar que as indicações fossem percebidas pelos adversários ou captadas pelas câmaras televisivas, o capitão dos dragões decidiu rasgar o papel.
Apesar da tentativa de manter o conteúdo em segredo, as indicações acabaram por vir a público. Segundo informações divulgadas pela Rádio Renascença, os pedaços do papel permitiram identificar aquilo que o treinador pretendia transmitir à equipa.
No documento estavam escritos quatro nomes de jogadores do FC Porto acompanhados por números:
- Alan Varela – número 4
- Seko Fofana – número 9
- Terem Moffi – número 44
- Victor Froholdt – número 14
Tudo indica que esses números correspondiam aos jogadores do Benfica que deveriam ser marcados individualmente: António Silva (4), Franjo Ivanovic (9), Tomás Araújo (44) e Pavlidis (14).
No entanto, no lance que originou o golo do empate (2-2), foi possível observar Seko Fofana a tentar pressionar Franjo Ivanovic no momento do cruzamento.
O médio marfinense acabou por conceder demasiado espaço ao atacante croata, que conseguiu cruzar com liberdade para a área. A jogada terminou com o golo de Leandro Barreiro, resultado que retirou dois pontos ao FC Porto.
| Posse de bola | 52% - 48% |
| Remates | 14 - 11 |
| Remates à baliza | 6 - 5 |
| Cantos | 5 - 4 |
| Faltas | 13 - 15 |
O empate no clássico tem impacto direto nas contas das duas equipas, sobretudo no contexto da luta pelo título e pela qualificação para as competições europeias.
Uma vitória poderia representar maior valorização de jogadores no mercado, além de influenciar receitas provenientes de prémios de competição, direitos televisivos e patrocínios associados ao desempenho desportivo.
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