Morte de Carolina Torres continua envolta em mistério

Morte de Carolina Torres continua envolta em mistério

Morte de Carolina Torres continua envolta em mistério

Investigação criminal | Caso permanece em aberto três meses após confirmação do óbito

Três meses depois da confirmação da morte de Carolina Torres, jovem de 18 anos conhecida como “Noori”, o processo continua formalmente aberto. O corpo foi encontrado na praia da Leirosa, na zona da Figueira da Foz, mais de um mês após o desaparecimento em Almada. O Ministério Público ainda não autorizou a cremação e a Polícia Judiciária mantém diligências em curso.

O Desaparecimento

Carolina foi vista pela última vez a 9 de outubro de 2025, na Praça São João Batista, em Almada. Horas antes, teria estado em contacto com a mãe e alegadamente deslocar-se-ia à Estação Gil Vicente para encontrar um amigo.

Cristiana Gaspar, mãe: "Se tiverem alguma informação, por favor entrem em contacto comigo ou com a PJ de Setúbal. Partilhem. Eu só quero encontrar a minha filha."

Os apelos espalharam-se rapidamente nas redes sociais, mobilizando voluntários e meios de comunicação. À medida que os dias passavam sem respostas, a angústia da família tornava-se pública.

Contexto Familiar e Vulnerabilidade

Segundo informações tornadas públicas durante a investigação, Carolina enfrentava dificuldades comportamentais desde a infância. Teria passado por acompanhamento em pedopsiquiatria e, na adolescência, surgiram relatos de consumo de álcool e drogas.

À data do desaparecimento, encontrava-se em situação de sem-abrigo, apesar de manter contacto telefónico com ambos os pais.

Cristiana Gaspar, mãe: "Só quero que ela saiba que, tenha acontecido o que for, ela pode voltar. Vai ser acolhida como sempre foi. Não sou perfeita, mas sempre quis que ela fosse feliz."

A Descoberta do Corpo

A 16 de novembro, populares encontraram um corpo em avançado estado de decomposição na praia da Leirosa. A confirmação oficial da identidade surgiu apenas no final do mês.

Cristiana Gaspar, mãe: "Escrever isto pesa. Dói. Fere. A minha menina partiu… E eu fiquei aqui, partida também, a tentar juntar o que sobrou de mim."

As Inconsistências que Intrigam

Pontos que levantam dúvidas na família:
  • Um cartão multibanco apareceu numa escola que Carolina não frequentava.
  • Dois dias depois, surgiu um segundo cartão Revolut perto do mesmo local.
  • A mala com documentos foi encontrada quase um mês depois num parque.
  • Existe registo de um movimento bancário no dia seguinte ao desaparecimento.
  • A última mensagem enviada às 18h59 nunca teve resposta da jovem.

As autoridades consideraram inicialmente a hipótese de suicídio. Contudo, a investigação não está formalmente encerrada e não foi descartada, até ao momento, a eventual intervenção de terceiros.

Cristiana Gaspar, mãe: "Tudo aquilo que aconteceu durante o desaparecimento dela é muito estranho. Há demasiadas coincidências. Eu só preciso de saber o que realmente aconteceu."

Uma Investigação Ainda em Curso

O facto de o Ministério Público ainda não ter autorizado a cremação do corpo indica que diligências técnicas e periciais continuam pendentes. A Polícia Judiciária mantém o processo aberto, enquanto a família aguarda respostas.

O silêncio das conclusões oficiais contrasta com o ruído das perguntas que permanecem sem resposta. Entre hipóteses, movimentos bancários e objetos encontrados em locais distintos, o caso continua envolto numa névoa de incerteza.

Artigo de investigação criminal | Atualizado conforme informações públicas disponíveis | Processo judicial ainda em curso

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