Morte de Carolina Torres continua envolta em mistério
Três meses depois da confirmação da morte de Carolina Torres, jovem de 18 anos conhecida como “Noori”, o processo continua formalmente aberto. O corpo foi encontrado na praia da Leirosa, na zona da Figueira da Foz, mais de um mês após o desaparecimento em Almada. O Ministério Público ainda não autorizou a cremação e a Polícia Judiciária mantém diligências em curso.
O Desaparecimento
Carolina foi vista pela última vez a 9 de outubro de 2025, na Praça São João Batista, em Almada. Horas antes, teria estado em contacto com a mãe e alegadamente deslocar-se-ia à Estação Gil Vicente para encontrar um amigo.
Os apelos espalharam-se rapidamente nas redes sociais, mobilizando voluntários e meios de comunicação. À medida que os dias passavam sem respostas, a angústia da família tornava-se pública.
Contexto Familiar e Vulnerabilidade
Segundo informações tornadas públicas durante a investigação, Carolina enfrentava dificuldades comportamentais desde a infância. Teria passado por acompanhamento em pedopsiquiatria e, na adolescência, surgiram relatos de consumo de álcool e drogas.
À data do desaparecimento, encontrava-se em situação de sem-abrigo, apesar de manter contacto telefónico com ambos os pais.
A Descoberta do Corpo
A 16 de novembro, populares encontraram um corpo em avançado estado de decomposição na praia da Leirosa. A confirmação oficial da identidade surgiu apenas no final do mês.
As Inconsistências que Intrigam
- Um cartão multibanco apareceu numa escola que Carolina não frequentava.
- Dois dias depois, surgiu um segundo cartão Revolut perto do mesmo local.
- A mala com documentos foi encontrada quase um mês depois num parque.
- Existe registo de um movimento bancário no dia seguinte ao desaparecimento.
- A última mensagem enviada às 18h59 nunca teve resposta da jovem.
As autoridades consideraram inicialmente a hipótese de suicídio. Contudo, a investigação não está formalmente encerrada e não foi descartada, até ao momento, a eventual intervenção de terceiros.
Uma Investigação Ainda em Curso
O facto de o Ministério Público ainda não ter autorizado a cremação do corpo indica que diligências técnicas e periciais continuam pendentes. A Polícia Judiciária mantém o processo aberto, enquanto a família aguarda respostas.
O silêncio das conclusões oficiais contrasta com o ruído das perguntas que permanecem sem resposta. Entre hipóteses, movimentos bancários e objetos encontrados em locais distintos, o caso continua envolto numa névoa de incerteza.
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